Em live no Instagram, parlamentar revelou o que chama de “maior esquema de manipulação política e ataques virtuais já visto no Agreste”. Denúncia envolve o prefeito Sivaldo Albino, o presidente da Câmara, Johnny Albino, e blogueiros ligados à gestão.
O vereador Ruber Neto (PSD), único integrante da oposição na Câmara de Garanhuns, realizou uma live explosiva na noite desta quinta-feira (6) em seu perfil no Instagram, onde apresentou provas e documentos que, segundo ele, expõem uma rede de milícia digital comandada por políticos e servidores públicos do município.
De acordo com o parlamentar, o grupo seria chefiado pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB) e pelo presidente da Câmara, Johnny Albino, contando com o apoio de funcionários comissionados, blogueiros e influenciadores que teriam atuado na produção e divulgação de vídeos manipulados, ataques e campanhas de desinformação contra ele e outras lideranças locais.
Entre os nomes citados na denúncia estão Andreilson Martins da Silva, gerente da Câmara, Adelvando Tavares Silva de Lira, subprefeito do distrito de Iratama, e o editor de vídeo Gustavo Henrique, responsável por fabricar conteúdos falsos usados para tentar cassar o mandato do vereador.
Ruber também incluiu na lista os irmãos Allyson e Allan Novato, administradores da página Comando Policial, que, segundo o parlamentar, integram a estrutura da milícia digital e foram peças-chave na disseminação de ataques e fake news em Garanhuns e cidades vizinhas.
“O que estamos revelando é um esquema criminoso que envolve manipulação digital, corrupção e lavagem de dinheiro. Essa rede atua para destruir reputações e interferir no processo democrático da cidade”, afirmou Ruber durante a transmissão.
O vereador confirmou que entregou toda a documentação e registros de provas à Polícia Civil de Pernambuco, endereçando o material ao Delegado Geral Dr. Renato Márcio Rocha Leite, com pedido de investigação urgente, rastreamento de antenas (ERBs), busca e apreensão de celulares dos envolvidos e garantia de proteção pessoal.
Ruber Neto destacou ainda que o caso pode revelar um dos maiores esquemas de uso indevido de verbas públicas e estrutura política para fins ilegais em Pernambuco. “Não se trata de política, e sim de crime. Estou sendo alvo de uma estrutura criminosa com poder público envolvido. Mas confio na justiça e na Polícia Civil para fazer o que é certo”, completou.
O documento com todas as provas e o organograma do grupo foi protocolado e deve ser analisado pela equipe da Polícia Civil ainda esta semana.
Foto: Divulgação
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