O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estaria sendo aconselhado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) de Lula, Sidônio Palmeira, em alguns episódios, como no anúncio de novas regras para chaves Pix, publicou a Folha de S.Paulo.
Segundo o jornal, eles trocaram impressões sobre o comunicado feito pela autoridade monetária.
O objetivo da conversa era evitar uma nova crise de desinformação que pudesse desgastar ainda mais a imagem do governo Lula.
A autonomia do BC
O contato entre Sidônio e Galípolo chama atenção devido à autonomia do Banco Central, estabelecida desde 2021.
A lei estabelece que o presidente e diretores da instituição têm mandatos fixos de quatro anos, não coincidentes com o do presidente da República, que não pode trocá-los quando quiser.
Em 20 de dezembro de 2024, poucos dias antes de Galípolo assumir o posto de Roberto Campos Neto no BC, Lula prometeu respeitar a autonomia do novo presidente do BC.
“Você [Galípolo] será certamente o mais importante presidente do BC que este país já teve. Você vai ser o presidente do BC com mais autonomia que este país já teve. Você vai dar uma lição de como é que se governa o BC com a verdadeira autonomia.”
Galípolo em contato com o meio político
O jornal também noticiou que o presidente do Banco Central tem ampliado seu contato com o meio político, participando de jantares com autoridades e personalidades do meio cultural.
Em 7 de março, Galípolo foi convidado de honra em um jantar em um apartamento do bairro de Higienópolis, em São Paulo, oferecido pelo advogado Rodrigo Rocha Monteiro de Castro, que atua nas áreas de direito societário, fusões e direito esportivo.
Em 10 de março, Galípolo foi anfitrião de um jantar oferecido para a empresária Paula Lavigne e a cantora Marisa Monte, do qual participaram os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além do secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e do vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO).
Do O Antagonista
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