Ruber Neto critica e vota contra auxílio-alimentação de R$ 5 mil para prefeito de Garanhuns

A Câmara Municipal de Garanhuns aprovou, na última quarta-feira (14), por ampla maioria, o Projeto de Lei nº 023/2025, que concede um auxílio-alimentação mensal de R$ 5 mil ao prefeito Sivaldo Albino (PSB). A medida, enviada pelo Executivo em regime de urgência, também garante o benefício para o vice-prefeito, secretários municipais e presidentes de autarquias.

Dos 17 vereadores da Casa Raimundo de Moraes, 14 votaram a favor da proposta e apenas três se posicionaram contra: Ruber Neto (PSD), Fernando da Iza (PSDB) e Thiago Paes (PL). Único representante do PSD em Garanhuns, mesmo partido da governadora Raquel Lyra, Ruber foi enfático ao justificar seu voto. “Enquanto o povo sofre com a falta de emprego, saúde precária e dificuldade para colocar comida na mesa, a prioridade da gestão é aumentar privilégios. Isso é um tapa na cara da população”, afirmou.

Com a aprovação, o salário do prefeito, atualmente em R$ 34.774,64, passará para R$ 39.774,64. O vice-prefeito, que recebe R$ 17.387,32, passará a ganhar R$ 19.887,32, enquanto secretários e presidentes de autarquias terão um acréscimo de R$ 2,5 mil, chegando a R$ 16.270,00. Além disso, todos continuarão a receber diárias para despesas com viagens, hospedagem e alimentação. “Não aceito que, em meio a uma crise, a prioridade seja encher o próprio prato”, completou Ruber.

A prefeitura justificou a medida afirmando que o auxílio tem caráter indenizatório e segue padrões adotados por outros entes públicos, estando previsto no orçamento e dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Já a Câmara destacou que o projeto cumpriu todos os trâmites legais e foi votado de forma aberta e nominal. Para Ruber Neto, porém, o debate não é apenas jurídico, mas também moral: “A fome do povo é invisível para alguns, mas o apetite por privilégios parece não ter limites”.

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